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Manicure em domicílio: quanto cobrar pelo deslocamento

O caminho até a cliente custa combustível e tempo. Veja a conta do deslocamento e quatro formas de cobrar: por zona, pedido mínimo, dia do bairro e grupo.

Capa do artigo: Quanto cobrar pelo deslocamento, com um marcador de mapa e uma rota

Atender em casa tem tudo para dar certo: a cliente não precisa sair, não espera em salão cheio e paga mais pela comodidade. Na prática, muita manicure que vai até a cliente trabalha o dia inteiro e fecha o mês com menos do que ganharia numa cadeira alugada.

Quase sempre a conta furada é a mesma. O preço cobre o esmalte, a lixa e o tempo de atendimento, mas não cobre o caminho. E no domicílio, o caminho é parte do serviço.

O que o deslocamento custa de verdade

São dois custos, e o segundo é o que mais pesa:

  • o dinheiro do trajeto: combustível, desgaste do carro ou da moto, estacionamento, ou o aplicativo de transporte;
  • o tempo do trajeto: cada 30 minutos no trânsito são 30 minutos em que você não está atendendo ninguém.

Um exemplo, com carro que faz 10 km por litro e gasolina a R$ 6,20:

Item Valor
Custo por quilômetro (combustível) R$ 0,62
Ida e volta até a cliente 16 km
Combustível do trajeto R$ 9,92
Tempo no trânsito 40 minutos
Valor da sua hora de trabalho R$ 45,00
Tempo do trajeto em dinheiro R$ 30,00
Custo real da visita, antes de pintar uma unha R$ 39,92

Se a mão e o pé custam R$ 70,00 e você não cobra nada pelo deslocamento, mais da metade do valor foi para o caminho. O desgaste do carro nem entrou na conta.

O valor da sua hora sai da conta que mostramos no artigo sobre como calcular o preço dos serviços de manicure: o que você precisa ganhar no mês dividido pelas horas que realmente atende.

As quatro formas de cobrar

1. Taxa por zona

É a mais usada e a mais fácil de explicar. Divida a cidade em faixas de distância a partir de onde você sai:

Zona Distância Taxa
1 até 3 km R$ 10,00
2 de 3 a 7 km R$ 18,00
3 acima de 7 km R$ 25,00 ou sob consulta

A cliente sabe o valor antes de marcar, e você não precisa calcular nada na hora.

2. Taxa embutida com pedido mínimo

Em vez de cobrar à parte, o preço do domicílio já é maior que o do salão, e só vale a partir de um valor mínimo. Por exemplo: atendimento em casa a partir de R$ 90,00, que é mão, pé e esmaltação.

Funciona bem para quem tem público que não gosta de ver "taxa" escrita no orçamento.

3. Taxa reduzida no dia do bairro

Se você já vai estar no bairro na quinta-feira, o segundo e o terceiro atendimento ali custam bem menos para você. Repasse parte disso:

Quinta eu atendo no Centro. Marcando nesse dia, o deslocamento sai por R$ 5,00.

A cliente economiza, e você enche o dia numa região só. É o começo de uma agenda por bairro, que vale um texto inteiro: como montar a agenda da manicure em domicílio por bairro.

4. Atendimento em grupo

Mãe e filha, três amigas, a noiva e as madrinhas. Um deslocamento, vários atendimentos. Dá para cobrar a taxa uma vez só e ainda ganhar mais do que em três visitas separadas.

Como falar da taxa sem perder a cliente

A taxa assusta quando aparece de surpresa. Quando vem junto com o motivo, quase ninguém discute.

  • avise antes de marcar, nunca na hora de receber;
  • mostre o que ela ganha: não sair de casa, não esperar, horário que encaixa na rotina dela;
  • deixe a tabela pronta numa mensagem salva ou no seu perfil, para não negociar caso a caso.

O atendimento em casa tem uma taxa de deslocamento de R$ 10,00 para o seu bairro. Você não precisa sair, e eu levo todo o material esterilizado.

Cuidados que evitam prejuízo

  • Peça o endereço completo na hora de marcar, com ponto de referência. Erro de endereço é viagem perdida.
  • Combine o que acontece se a cliente não estiver em casa. A taxa de deslocamento é devida mesmo assim, e isso precisa estar dito antes.
  • Reveja a tabela quando o combustível subir. Uma revisão a cada seis meses evita que a taxa vire simbólica sem você perceber.
  • Some o estacionamento nos bairros em que ele é pago. São R$ 10,00 a R$ 20,00 que somem do lucro sem ninguém notar.

Como saber se está funcionando

No fim do mês, separe dois números: quanto entrou de serviço e quanto entrou de deslocamento. Depois compare o deslocamento recebido com o que você gastou de combustível e estacionamento.

Se o deslocamento recebido não cobre nem o combustível, a tabela está baixa, ou há atendimento demais fora da zona.

Como o Hazie ajuda

  • cada zona pode ser cadastrada como um serviço, com o próprio valor ("Deslocamento até 3 km"), e entra na venda junto com o atendimento. Assim o relatório mostra quanto o deslocamento rendeu no mês;
  • o cadastro da cliente guarda o endereço completo, para você não procurar na conversa antiga;
  • a confirmação do dia sai pelo WhatsApp, pelas mensagens automáticas, e reduz a viagem até uma casa vazia;
  • o aplicativo leva a agenda e as vendas no celular, que é onde você trabalha.

Teste o Hazie grátis e descubra quanto o deslocamento rende de verdade no seu mês.

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